Marcelo, Marizete e
Stephanie são bolsistas da categoria internacional do Bolsa-Atleta.
Marizete Scheer, que sempre trabalhou como funcionária de casas de
boliche, está desempregada. Ela afirma que se não fosse a
Bolsa-Atleta não conseguiria praticar o esporte. “Com esse recurso
pago as despesas de viagens durante os torneios, inscrição,
hospedagem e alimentação”.
Marcelo Suartz e Stephanie Martins são atletas de São Paulo que cursam Administração
e Marketing na faculdade Webber International, em Orlando, nos EUA.
Ambos são bolsistas universitários, outro benefício obtido graças ao
excelente desempenho que têm apresentado no boliche. Os dois
jogadores fazem seis viagens ao Brasil por ano para treinamentos.
Márcio Vieira é o
jogador mais antigo da seleção. O ex-bolsista foi o primeiro da
equipe a contar com essa ajuda. Morador do Rio de Janeiro, ele
afirma que a Bolsa-Atleta faz diferença. “Permite que os jovens
praticantes do esporte não sacrifiquem o orçamento familiar com as
despesas relativas à manutenção do esporte”.
Seletiva
Organizada pela Confederação Brasileira de Boliche (CBBOL), a
seletiva foi disputada durante seis dias, com a realização de 36
partidas. Para o secretário-geral da CCBOL, Cesar Maciel, é
essencial a ajuda financeira mensal que três dos quatro selecionados
recebem do Ministério do Esporte. “Não temos muitos recursos, com
isso a Bolsa-Atleta cresce ainda mais em importância”, admitiu.
Maciel destacou ainda a importância dos novos critérios de concessão
da Bolsa-Atleta adotados pelo governo federal. “A garantia de até
15% dos recursos para esportes não olímpicos, com prioridade para
modalidades do programa dos Jogos Pan-Americanos, permite uma melhor
preparação da equipe”.